sexta-feira, 30 de novembro de 2012


Origem

A partir do século XVI, exploradores de origem luso-guarani (todos os cronistas dos séculos anteriores afirmavam in loco que os paulistas do hinterland eram minoricamente portugueses e majoritariamente mamelucos e nativos e inclusive a língua nativa predominou até 1800, o que favoreveu as incursões no Paraguai e outras zonas do hinterland, já que usavam de linguagem similar pré-eurasiana ocidental) ou de acordo com quem não se baseia nos relatos de cronistas da altura - relacionados ao proto-nacionalismo romanticista paulista de 1887-1932 que idealizavam o bandeirante ou mesmo posterior a isso que o tentava demonizar e coloca-lo apenas como genocida de nações nativas, quando ele próprio era um semi-nativo -, tinham origem "europeia" (os chamados bandeirantes) começaram a percorrer a região do atual estado deMinas Gerais em busca de ouro, pedras preciosas e escravos indígenas. Nesse processo, dizimaram muitas nações indígenas da região. No final do século XVII, finalmente foi descoberto ouro na região, aumentando ainda mais o afluxo de aventureiros para a região. Enquanto as descobertas de ouro nos córregos continuavam no sertão, elevando nomes como o de Antônio Dias de OliveiraBartolomeu Bueno de SiqueiraCarlos Pedroso da Silveira e entre outros, apareciam bandeiras e gente vinda já da Bahia e Pernambuco, "acendendo ambições de além-mar, seguindo na trilha das outras e outras porém com rumo certo, procurando ora o rio das Velhas (cuja tradição ficou entre os Paulistas, que haviam acompanhado a bandeira de Fernão Dias Pais e de dom Rodrigo de Castelo-Branco), ora o Tripuí, onde já se havia encontrado o afamado Ouro Preto, balizado pelo cabeço enevoado do pico do Itacolomi, que começavam a avistar logo transposto o Itatiaia.
Orientados pelos picos que eriçam as serras de Ouro Branco, Itatiaia, Ouro Preto, Itacolomi, Cachoeira, os habitantes seguiam juntos ou separados, Casa Branca[desambiguação necessária] , Ribeirão do Carmo, etc. Diz Antonil que, da mina da Serra do Itatiaia, a saber do Ouro Branco, que assim chamavam ao ouro ainda não bem formado, distante do Ribeiro do Ouro Preto oito dias de caminho moderado até o jantar, não faziam caso os Paulistas caso por terem as outras de ouro formado e muito melhor rendimento". Segundo José Rebelo Perdigão, secretário do governador Artur de Sá e Menezes, em 1695 e 1696 teria sido descoberto nesta montanha um ribeiro aurífero ao qual se deu mais tarde o nome de Gualacho do Sul, mas que os Paulistas desta bandeira de Miguel Garcia não se recusaram a dividir a jazida com seus companheiros de Taubaté os quais, se tendo então separado, tomaram marcha para o interior e descobriram o ribeiro de Ouro Preto. Dos córregos e morros de Ouro Preto, ainda hoje chamados o PassadezBom SucessoOuro FinoOuro Bueno, foram descobridoresAntônio Dias, de Taubaté, o Padre João de Faria FialhoTomás Lopes de Camargo, primo do descobridor do Itaverava Bartolomeu Bueno de Siqueira.
As terras ali eram de "tal modo requestadas que por acudir muita gente, só pode tocar três braças em quadra a cada minerador", segundo o historiador Varnhagen. Nomes como BrumadoSumidouro[desambiguação necessária]rio PardoGuarapirangario das MortesAiuruocaapareceram na geografia mineira, trazidos por Camargos e Pires, Pedrosos, Alvarengas, Godois, Cabrais, Cardosos, Lemes, Pais, Guerras, Toledos, Furtados, como no canto VI de "Vila Rica", o poema. A origem de Vila Rica está no Arraial do Padre Faria, fundado pelo bandeirante Antônio Dias de Oliveira, pelo padre João de Faria Fialho e pelo coronel Tomás Lopes de Camargo e um irmão deste, por volta de 1698. A vila foi fundada em 1652 pela junção desses vários arraiais, tornando-se sede de concelho, com a designação de "Vila Rica".

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